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Novos materiais biodegradáveis que podem substituir as embalagens de plástico no futuro.

Oct 21 , 2021
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Ninguém imaginaria que essa grande invenção do século XX, o plástico, se tornaria um enorme problema ambiental em poucos anos. A situação causada por esse material é tão grave que até mesmo uma ilha de lixo surgiu no Oceano Pacífico, resultante do uso indevido e indiscriminado do plástico. Neste mundo, também existem pessoas e grupos que desejam contribuir para a proteção ambiental. Desta vez, apresentarei 11 materiais ecológicos biodegradáveis que podem substituir o plástico no futuro.


1. Cana-de-açúcar

Atualmente, muitas empresas de cosméticos utilizam a cana-de-açúcar, planta verde brasileira, para produzir bioplásticos. Por exemplo, a mangueira de embalagem sustentável de cana-de-açúcar lançada pela EMBALAGENS LISSON , que é 100% feita de extrato de cana-de-açúcar para fabricar mangueiras cosméticas, está na vanguarda da proteção ambiental.

2. Uma mistura de fibra de madeira e seda de teia de aranha

Na Finlândia, pesquisadores imitaram as vantagens da natureza e desenvolveram um material durável, resistente e biodegradável como solução para o uso de plásticos. Essa invenção é uma mistura de fibra de madeira e seda de teia de aranha, que tem a vantagem de não destruir a natureza como os microplásticos. Além disso, a seda utilizada não é retirada de teias de aranha reais, mas produzida por pesquisadores usando bactérias com DNA sintético. No âmbito do projeto "Korvaa", os primeiros fones de ouvido do mundo feitos com esse material já foram lançados.


3. Canudos feitos de caroços de abacate

Em Nuevo León, no México, os produtos da BIOFASE contam com uma tecnologia exclusiva de fabricação de biopolímeros. A partir de resíduos agroindustriais, como caroços de abacate, é possível produzir centenas de toneladas de canudos com vida útil de até 240 dias, que podem então ser reintegrados ao solo.


4. Material fúngico

Na cidade de Nova Iorque, existe uma empresa chamada Ecovative Design, que utiliza micélio (a estrutura vegetativa das raízes dos fungos) como um método de embalagem de alto desempenho. Seu custo é muito competitivo com o da espuma tradicional. A missão da empresa é substituir os plásticos por novos materiais, mudando completamente a forma como consumimos.


5. Bioplásticos feitos de cactos

Existe um bioplástico feito de cacto, um produto não tóxico e biodegradável. Sandra Pasco, pesquisadora de uma universidade no México, descobriu os benefícios de usar o produto como biopolímero. O tempo de degradação do material é de apenas um mês, e ele pode até ser consumido. O objetivo é que, após o uso do cacto figo-da-índia, outras plantas possam sobreviver melhor e produzir mais frutos.


6. Plástico biodegradável feito de casca de tomate

Cientistas do Instituto de Ciência dos Materiais de Sevilha e da Universidade de Málaga criaram um plástico biodegradável feito a partir de cascas de tomate. Segundo a pesquisa, seu principal ingrediente é um tipo de biopolímero chamado "queratina", presente na casca das frutas. A cutina é um produto atóxico, biocompatível e biodegradável que existe na natureza, por exemplo, como camada protetora de frutas e folhas. Isso a torna adequada para ambientes comerciais e para uso em embalagens de alimentos.


7. Plástico biodegradável feito de amido de milho

A Ecoshell é uma empresa mexicana que produz plásticos biodegradáveis feitos de amido de milho. Dessa forma, embalagens, sacolas e descartáveis podem atingir um período de biodegradação de 90 a 240 dias, sem deixar resíduos tóxicos no meio ambiente devido à ação de microrganismos, permitindo sua integração à natureza.


8. Biopolímeros feitos a partir de proteína de lula

Um estudo publicado na renomada revista científica "Frontiers in Chemistry" descobriu que a lula possui uma engrenagem anular na base de suas antenas, que pode ser usada para capturar e sugar presas. Ela produz uma proteína chamada "squitex", que tem a capacidade de se transformar em fibra e pode ser utilizada por indústrias comerciais. Alguns dos produtos que podem ser obtidos por meio desse processo são roupas ou materiais recicláveis e autossustentáveis. Esses biopolímeros não são apenas sustentáveis, como também não causam danos às populações de lulas durante a obtenção da proteína, pois os cientistas conseguiram produzi-los por meio de um processo de fermentação que utiliza água, açúcar e oxigênio.


9. Base de plástico vegetal feita de batatas

Jurgen Deneck, professor de biologia celular vegetal e biotecnologia da Universidade de Leeds, conduziu um estudo para obter a base da química do plástico a partir de plantas como a batata. Esse processo inclui a fermentação do amido para obter mais álcool e proteína. Nesse sentido, dois quilos de batata podem render uma garrafa de etanol. Além disso, existe um material chamado plasma ou membrana da parede celular, uma resina composta que se assemelha ao plástico após ser comprimida por calor e pressão. Ademais, trata-se de um material completamente renovável. O professor trabalhou com designers para utilizar essa resina na fabricação de itens úteis, como copos e outros acessórios.


10. Folhas de bananeira, folhas marrons

Em Chiang Mai, na Tailândia, o supermercado "Rimping" deixou de usar sacolas plásticas e passou a embalar os produtos com folhas de bananeira e de palmeira. Esses materiais são de origem natural e facilmente biodegradáveis. Em países como a Índia, são frequentemente usados como pratos para alimentos; no México, servem como invólucro para tacos, um prato típico do país.


11. Copos descartáveis de seda e camarão

O cientista de materiais da Universidade de Harvard, Javier Fernandez, criou um material semelhante ao plástico translúcido, que ele chamou de "shrelk", um plástico bioativo inspirado na pele de insetos. Nesse processo, proteínas da seda e polissacarídeos são extraídos da estrutura rígida dos camarões. Por exemplo, esse material pode substituir embalagens de carne, sendo projetado para atender às necessidades por algumas horas e podendo ser descartado em poucos dias. De fato, o "shrelk" é mais resistente que o plástico comum. Se jogado no campo, o produto pode até ser usado como fertilizante.


Cientistas de todo o mundo estão cada vez mais empenhados em criar alternativas às embalagens plásticas e contribuir para a purificação do meio ambiente. Sem dúvida, se essas descobertas forem comercializadas em larga escala, certamente darão uma enorme contribuição à ecologia da Terra.


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